sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Nem Amelie Poullan... Nem Edith Piaf... Nem juras, nem versos, nem prosas...


Eu me enganei...
Eu me enganei em acreditar que minha vida sentimental fosse mudar da noite para o dia...
Eu me enganei, agora dou risada da minha babaquice.
Você não tem culpa se lhe abri o coração sem prever o que podia causar e sem temer o que ia ouvir da sua boca.
A vida tem dessas coisas e não há como negar o que ela propõe em determinados momentos que nos encontramos num beco sem saída.
Se não houvesse o erro, os enganos não fariam parte da nossa vida, e nós não teríamos como chegar nas conclusões adversas que cruzam os nossos caminhos a todo instante.
Eu me enganei diante do que encontrei naquela noite e não precisei dizer uma só palavra ou fazer um único gesto para entender os motivos que me prendem num mundo de dúvidas... de decepções... de inseguranças... desilusões e de tristezas por não ter o poder de desvendar os mistérios da vida.
Eu me enganei em confiar em pensamentos e sentimentos de quem eu nem conhecia, em juras que nunca ouvi antes, em doces palavras que jamais alguém diria para mim.
É eu me enganei...
Eu me enganei e não existe meios de consertar o que ainda não aconteceu.
Eu me enganei.

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